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12.08.2019 - 16:03 Por Buanna Rosa

CRIAÇÃO DE CONSÓRCIO CULTURAL NACIONAL FOI PROPOSTA EM REUNIÃO DAS COMISSÕES DA CÂMARA FEDERAL E DA ALERJ

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  • Por Rafael Wallace
    Audiência da Comissão de Cultura da Câmara Federal com participação da Comissão de Cultura da Alerj
  • Por Rafael Wallace
    A presidente da Comissão de Cultura da Câmara Federal, deputada Benedita da Silva (PT-RJ)
  • Por Rafael Wallace
    O secretário de Cultura de Niterói, Victor de Wolf

As comissões de Cultura da Câmara Federal e da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) se reuniram nesta segunda-feira (12/08) para debater medidas para o fortalecimento do setor no estado. Entre as propostas está a criação de um consórcio cultural para viabilizar projetos voltados ao fomento da cultura. O mesmo já acontece em estados do Nordeste. O consórcio trata-se de um mecanismo para reivindicar recursos por meio de projetos e acordos diretos com esferas governamentais. “É algo novo, mas que pode ser produtivo em outras regiões do país”, afirmou a presidente da comissão federal, Benedita da Silva (PT-RJ).

Durante a reunião, Benedita também lembrou que a economia criativa cresceu, entre os anos de 2004 a 2016, 69% no país, segundo dados da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) e empregou mais de 892 mil profissionais na área. “É com pesar que afirmo que esses números estão decaindo. Estamos tendo um retrocesso na área da cultura e caberá a nós discutirmos mais a fundo outras medidas de fomento e incentivo à cultura. Queremos dar celeridade aos projetos que tramitam na Câmara e implementar o consórcio cultural no país. Estamos perdendo patrocinadores e, com isso, muitas produções foram paradas no meio do caminho”, contextualizou a parlamentar.

O presidente da Comissão de Cultura do parlamento fluminense, deputado Eliomar Coelho (PSol), explicou que os consórcios culturais estão começando a apresentar resultados positivos no Nordeste, onde já é aplicado o projeto, e destacou a importância de discutir esse tema com todos os estados da federação. “A comissão de Cultura da Câmara está de parabéns. Já foi iniciada a primeira fase para implementação desse consórcio nacional, que é ouvir a demanda dos estados e dos produtores de cultura dessas regiões. O Rio vem perdendo recursos ano a ano nessa área. Precisamos fazer esse cenário mudar”, pontuou Eliomar.

Setor audiovisual em crise

Um dos principais problemas enfrentados pelos produtores culturais no Estado do Rio é a falta de incentivo nos setores de produção audiovisual. Segundo o presidente da Associação Brasileira de Cineastas do Rio de Janeiro (ABRACI-RJ), Daniel Caetano, nos últimos 20 anos menos de cinco editais foram abertos pelo Governo do Estado para a produção de filmes nacionais. “Estamos vivendo uma situação dramática. Nós temos hoje um mecanismo de incentivo da Agência Nacional do Cinema (Ancine) para que haja mais editais, mas ainda é pouco”, justificou Caetano. Ele também destacou a importância de criar uma lei que determine uma cota para filmes nacionais em aplicativos de streaming, como Netflix, Amazon Prime, entre outros.

Para o secretário de Cultura de Niterói, Victor De Wolf, outro problema enfrentado pelos municípios do estado quanto à produção de material audiovisual é a falta de cinemas para a exibição dos filmes.“É preciso pensarmos juntos sobre as salas de exibição. Não adianta criar material quando você não consegue exibir. São poucas empresas que fazem essa distribuição de filmes nacionais e isso precisa mudar. Precisamos investir em espaços públicos”, alertou Wolf.

Referência cultural no país

O secretário de Cultura de Niterói também afirmou que o Rio deixou de ser considerado referencia cultural no país.”O estado perdeu muito nos últimos anos. São Paulo tem tomado a fama de capital cultural do país e o Rio precisa reagir a isso. Temos grandes artistas e é importante mantermos esses profissionais aqui, para desenvolvermos uma cadeia produtiva como um todo, gerando emprego para uma série de profissionais como produtores, roteiristas, figurinistas, atores, poetas, entre outros tantos”, concluiu.

Também esteve presente na reunião a deputada federal Jandira Feghali (PCdoB) e o deputado estadual Carlos Minc (PSB).

 

 

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